Faculdade de Arquitetura e Urbanismo • Universidade de Brasília
Brasília-DF • Setembro de 2026

Relatório do Evento de Extensão

FAU Escuta a FAU: Encontro de Pesquisa Produção e Diálogos

Parte 1. Encontro de pesquisa produção e diálogos (21/09/2026)

O evento FAU Escuta a FAU Encontro de Pesquisa Produção e Diálogos reuniu pesquisadores, docentes, estudantes e equipes técnicas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília para dar visibilidade à produção acadêmica e promover escuta entre os grupos que atuam na unidade. Realizado no Auditório Jayme Golubov, no âmbito da Semana Universitária de 2026, o encontro articulou apresentações de laboratórios e grupos de pesquisa, intervenções do público e um debate de encerramento voltado à cooperação, à infraestrutura e à organização da pesquisa na FAU.

Mesa de abertura do FAU Escuta a FAU
Figura 1. Mesa de abertura.

A programação reafirmou a pesquisa como eixo que conecta graduação, pós-graduação e extensão. Na abertura, destacou-se que a FAU reúne mais de vinte grupos de pesquisa e vinte e sete laboratórios, dos quais catorze aderiram à proposta de apresentação. Também se evidenciou a participação de estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado, especialização e pós-doutorado na geração de resultados, produtos técnicos, formação profissional e interlocução com a sociedade.

Evento: FAU Escuta a FAU Encontro de Pesquisa Produção e Diálogos

Realização: Coordenação de Pesquisa e Inovação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília

Data e horário: 21 de setembro de 2026, das 8h30 às 18h

Local: Auditório Jayme Golubov, FAU UnB

Contexto: Atividade realizada no âmbito da Semana Universitária da UnB de 2026

Síntese das apresentações

1.1 Assessoria sociotécnica, direito à cidade e territórios

O Projeto ATHOS apresentou sua atuação em assistência técnica para habitação de interesse social, orientada pela Lei Federal nº 11.888 de 2008. Iniciado em 2018, o projeto desenvolveu ações de qualificação urbana, atendimento a grupos organizados, melhorias habitacionais, capacitação para processos construtivos, avaliação do desempenho das soluções e experimentação de tecnologias construtivas. A experiência relatada mostrou a relevância da parceria institucional de habitação do Distrito Federal e, posteriormente, da integração com a Residência CTS, o Programa Periferia Viva e o Periferia Viva Reformas. Entre os resultados, destacaram-se projetos individualizados de melhoria habitacional, a produção de cartilhas de linguagem acessível e a incorporação do BIM para qualificar e acelerar a produção projetual. No território Dorothy Stang, foi indicada a previsão de atendimento de aproximadamente oitenta famílias.

Apresentação do Projeto ATHOS Apresentação do Laboratório Periférico Apresentação do LabMulheres
Figura 2. Apresentações: Grupo de pesquisa ATHOS (esq.), Laboratório Periférico (cen.) e LabMulheres (dir.).

O Laboratório Periférico evidenciou uma trajetória de pesquisa e extensão continuada nos territórios, baseada na assessoria sociotécnica, na participação comunitária e no reconhecimento dos saberes locais. Foram narradas pesquisas em áreas de risco, regularização fundiária, soluções baseadas na natureza, assistência técnica rural, pedagogia urbana e planejamento territorial. A atuação na ARIS Dorothy Stang inclui a condução de processo técnico de regularização fundiária que abrange quase oitocentas famílias. A Residência CTS foi apresentada como iniciativa multiprofissional que integra hábitat, agroecologia, economia solidária e saúde ecossistêmica, fortalecendo uma formação comprometida com a complexidade territorial e com a continuidade da relação entre universidade e comunidade.

O Grupo Capital e Periferia apresentou pesquisas sobre a formação, o planejamento e as representações sociais de Brasília para além das narrativas centradas no Plano Piloto. O projeto Favelas e Remoções em Brasília investiga especialmente os processos de erradicação de favelas durante a ditadura militar, articulando planos, mapas, relatórios, acervos fotográficos, anúncios classificados, crônicas, grafites e memórias. A apresentação também enfatizou a formação em cadeia entre iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de exposições e premiações que ampliam a visibilidade das pesquisas sobre periferias, desigualdades socioterritoriais, patrimônio popular e acervos familiares.

O LAB Mulheres Arquitetura e Território retomou sua trajetória de estudos sobre invisibilidade das mulheres na arquitetura, cartografias da pandemia, trabalho reprodutivo, mobilidade, cuidado, direito à cidade e interculturalidade. Foram salientados as pesquisas relativas às mulheres indígenas e o esforço de letramento sobre a diversidade dos povos originários, inclusive por meio de publicação disponibilizada em treze idiomas. A discussão ressaltou que a ampliação do campo da arquitetura requer compromisso ético, escuta e revisão dos repertórios que ainda reproduzem apagamentos históricos e culturais.

1.2 Teoria, memória, acervos e patrimônio

O Lupa2Arq – Laboratório de Arquivos de Arquitetura e Urbanismo apresentou o trabalho de salvaguarda, organização, pesquisa e difusão de acervos de arquitetura e urbanismo. O Fundo Abelardo Coimbra Bueno e o Fundo CEPLAN foram apresentados como fontes fundamentais para aprofundar a compreensão da história de Goiânia, de Brasília, do urbanismo brasileiro e dos edifícios do campus Darcy Ribeiro. O laboratório relatou atividades de higienização, descrição, catalogação, formação de estudantes e desenvolvimento de site para acesso digital aos documentos. Destacou-se ainda a articulação do projeto ARCA, envolvendo unidades da UnB e classificado em terceiro lugar em edital nacional da FINEP, voltado à infraestrutura de preservação e difusão de acervos.

Apresentação Lupa2Arq Apresentação Vereda
Figura 3. Apresentações: Lupa2Arq (esq.) e Vereda (dir.).

O Laboratório Vereda, criado para institucionalizar projetos de pesquisa financiados e uma cooperação Brasil-China, apresentou sua atuação em teoria, história, patrimônio, documentação e regeneração da arquitetura. O foco no Cerrado e nos sertões articula escalas locais, distritais, estaduais e regionais, reunindo dimensões ecológicas, sociais, éticas, estéticas e culturais. Entre as ações relatadas, estiveram a conservação digital do patrimônio cultural, o Dicionário Brasília, a documentação da arquitetura tradicional, pesquisas sobre trajetórias de arquitetos e urbanistas e a aproximação com o ICOMOS. A apresentação defendeu uma historiografia capaz de reconhecer conhecimentos e produções arquitetônicas que não se limitam aos agentes tradicionalmente visibilizados pela escrita e pelas elites culturais.

1.3 Paisagem urbana, conforto ambiental e sustentabilidade

O LabPaisagem e o Grupo de Gestão Ambiental Urbana (g-GAU) apresentaram a evolução de pesquisas iniciadas em 2005, que passaram da gestão ambiental e dos conflitos de regularização fundiária para a infraestrutura verde, os serviços ecossistêmicos, as soluções baseadas na natureza e a qualificação ambiental urbana. Foram relatadas parcerias com universidades brasileiras e estrangeiras, bem como resultados recentes em artigos, livros, capítulos e projetos aplicados. Mereceu atenção a implantação de praça com jardins de chuva e pavimentação permeável no Paranoá, desenvolvida com participação comunitária, além de estudos de qualificação urbana em São Sebastião.

O Laboratório de Configuração Arquitetônica ressaltou a trajetória do grupo Dimensões Morfológicas do Processo de Urbanização, ativo desde 1986, e sua produção em sintaxe espacial, configuração urbana, morfologia, mobilidade e espaço público. Foram apresentados dados de sistematização do grupo, com quinze pesquisadores, trinta e três pós-graduandos em orientação, 1.306 publicações, 108 mestres, 58 doutores e 228 iniciações científicas formados, além de redes de cooperação nacionais e internacionais. A realização continuada do Sintaxe Brasil também foi destacada como espaço de intercâmbio, visibilidade e formação de novos pesquisadores.

Apresentação do Laboratório de Configuração Arquitetônica Apresentação de pesquisa de morfologia urbana Apresentação Vereda
Figura 4. Apresentações: Lab. Configuração Arquitetônica (esq.) e Vereda (dir.).

O Grupo TOPOS apresentou sua conformação coletiva em torno das relações entre paisagem, projeto e planejamento. As pesquisas abrangem cidades novas, cidades capitais planejadas, paisagem tectônica, estradas-parque de Brasília, estética da paisagem, arte urbana, cenografia e expografia. Foi enfatizado que a diversidade de abordagens é articulada por um trabalho em rede, que combina pesquisa, ensino e extensão e permite reorientar suas ações de acordo com os produtos, as parcerias e os problemas emergentes.

Apresentação do LaSUS Apresentação do LACAM
Figura 5. Apresentações: LaSUS (esq.) e LACAM (dir.).

O LACAM – Laboratório de Controle Ambiental e Eficiência Energética apresentou sua longa atuação em qualidade ambiental, iluminação, conforto térmico, desempenho energético e simulação computacional. Entre os projetos estruturantes, destacaram-se o LabZero, edifício demonstrativo de balanço energético quase nulo em fase final de construção, e o plano estratégico de eficiência energética para o campus Darcy Ribeiro. Também foram relatadas cooperações internacionais relacionadas à iluminação de baixo carbono, ao direito à luz natural e à revisão de métricas de iluminação. A participação no ESCOLAB, em parceria com o LaSUS, evidenciou a incorporação da adaptação climática no desenvolvimento de módulos para escolas de educação em tempo integral em diferentes regiões do país.

O LaSUS – Laboratório de Sustentabilidade Aplicada à Arquitetura e ao Urbanismo apresentou uma trajetória iniciada em 2003 e caracterizada pela coerência entre projetos, formação, publicações e prestação de serviços. Foram lembrados os planos diretores dos campi da UnB, o projeto Hemorrede Sustentável, estudos de acessibilidade em centros especializados em reabilitação, o Plano Diretor do Zoológico de Brasília e a participação no ESCOLAB. O curso de especialização Reabilita, criado em 2006, foi destacado por seus vinte anos de funcionamento, mais de seiscentos especialistas formados, material didático bilíngue e articulação entre atualização profissional, produção científica e aproximação com a pós-graduação stricto sensu.

1.4 Prototipagem e modelos reduzidos

O LAPIS – Laboratório de Prototipagem, Inovação e Sistemas apresentou uma agenda de fabricação digital, modelos físicos, tecnologia assistiva, sistemas abertos e desenvolvimento de ferramentas para o projeto. Foram expostos estudos sobre impressão com plástico reciclado, espaço de descompressão para pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento, painel giroscópico, maquetes interativas, aplicações em realidade virtual e um heliodon de baixo custo conectado a ambiente digital. A Bengala Vereda, desenvolvida em colaboração com diferentes áreas, foi apontada como exemplo de inovação social: o dispositivo identifica obstáculos acima da linha da cintura e se articula a aplicativo de mapeamento de acessibilidade. O projeto alcançou posição entre os finalistas de concurso nacional.

O Laboratório de Modelos Reduzidos evidenciou uma história iniciada em 1990 e marcada pela produção cuidadosa de maquetes como instrumento de projeto, compreensão estrutural e experimentação com madeira. A apresentação ressaltou a continuidade do trabalho desenvolvido desde 1995, a realização de exposições, cursos e parcerias, bem como a aproximação recente entre práticas artesanais e tecnologias digitais. Entre os desafios relatados estão a necessidade de técnico especializado, adequação da infraestrutura de ventilação e segurança, atualização de equipamentos e ampliação da formação em modelos reduzidos e prototipagem.

Síntese do debate final

O debate de encerramento reconheceu a qualidade da produção, a pluralidade temática e o comprometimento das equipes como as principais forças da pesquisa na FAU. A participação de estudantes nas apresentações foi entendida como demonstração concreta da integração entre formação e investigação. Ao mesmo tempo, foi identificado que boa parte dessa produção ainda é pouco conhecida internamente, o que limita a construção de parcerias, o aproveitamento compartilhado da infraestrutura e a projeção externa dos resultados.

Também foi debatido o formato de realização do encontro. Considerou-se que a concentração de atividades na Semana Universitária pode reduzir a adesão e que uma edição periódica, articulada à avaliação da pós-graduação aberta a todos os laboratórios, poderia ampliar seu efeito institucional. Surgiu a proposta de que os grupos apresentem previamente informações relacionadas ao campo de repercussão do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, como redes, impactos, publicações, formação de pessoas e produtos, transformando o encontro em instrumento de autoavaliação e planejamento.

A discussão distinguiu grupo de pesquisa, laboratório, núcleo e laboratório multiusuário. Reafirmou-se que o laboratório pressupõe infraestrutura, equipe, logística e condições de uso compatíveis com suas finalidades, enquanto os grupos de pesquisa constituem a célula básica de visibilidade científica no Diretório do CNPq. Foi observada a necessidade de atualizar os registros dos grupos, de evitar a sobreposição de estruturas e de consolidar regras para compartilhamento responsável de equipamentos. No caso de laboratórios multiusuários, destacou-se a necessidade de regulamentação, agendamento, site e definição de responsabilidades, especialmente em relação a equipamentos de maior valor.

A internacionalização foi abordada como oportunidade de posicionar as agendas da FAU a partir do Sul Global e de tornar mais visíveis os problemas, os territórios e as soluções produzidas no Brasil. A disponibilização de resumos em inglês, a atualização das páginas dos laboratórios e a utilização dos espaços institucionais como porta de entrada para visitantes, pós-doutorandos e parceiros internacionais foram apontadas como medidas relevantes.

Encaminhamentos sugeridos

As proposições abaixo sintetizam sugestões apresentadas no debate e deverão ser submetidas às instâncias competentes antes de qualquer implementação:

  • Realizar periodicamente um encontro de pesquisa da FAU, preferencialmente articulado às rotinas de avaliação e planejamento do PPG-FAU e aberto aos demais laboratórios e grupos da unidade;
  • Em colaboração com o PPG-FAU, estruturar formulário ou procedimento de coleta de indicadores de pesquisa, formação, impacto social, redes, captação de recursos, produtos técnicos, publicações e inserção internacional;
  • Elaborar inventário da infraestrutura disponível nos laboratórios, incluindo equipamentos, serviços, possibilidades de compartilhamento, responsáveis e condições de uso;
  • Revisar registros institucionais de laboratórios e grupos, diferenciando as categorias existentes e identificando convergências temáticas, sobreposições e possibilidades de constituição de núcleos;
  • Estimular relatórios periódicos de produção e atualização dos grupos no Diretório do CNPq;
  • Fortalecer a comunicação interna e externa da pesquisa, com divulgação de resultados, produtos, páginas atualizadas e informação acessível em português e inglês.

Critérios regimentais propostos para inclusão no Regimento Geral da FAU

Com o propósito de fortalecer a infraestrutura de pesquisa e inovação da FAU, evitando a sobreposição de laboratórios com objetivos comuns, sugere-se que sejam incluídos itens específicos definindo critérios para criação de novos laboratórios ou reestruturação de existentes:

  1. A proposta de criação de novos laboratórios ou reestruturação de existentes deve atender às Normativas vigentes da UnB em relação à infraestrutura de pesquisa e inovação;
  2. Deverá ser elaborado um Projeto de Criação, detalhando a justificativa acadêmica, grupos de pesquisa vinculados, plano de trabalho e docentes/pesquisadores responsáveis;
  3. A proposta deve incluir um Regimento Interno: normas de governança, uso do espaço, agendamento de equipamentos, normas de segurança patrimonial e critérios para credenciamento de pesquisadores e discentes;
  4. Deverá indicar mapeamento de infraestrutura e do espaço físico concedido pelo departamento/faculdade e plano de sustentabilidade financeira;
  5. O projeto deve ser aprovado sequencialmente na FAU pela Comissão de Pesquisa e Inovação da FAU, pelo Departamento do docente propositor e finalmente pelo Conselho da FAU.

Conclusão

O FAU Escuta a FAU abriu espaço para apresentar a diversidade de agendas de pesquisa e a forma como elas se estruturam em redes. Nas intervenções institucionais, sobressaiu-se a importância de estabelecer mecanismos permanentes de conhecimento mútuo entre os grupos, de registro de produtos e de comunicação de resultados. A articulação entre ensino, extensão e pesquisa foi apresentada não apenas como diretriz formal, mas como prática concreta: os estudantes participam das pesquisas desde a iniciação científica, avançam para a pós-graduação e, em diversos casos, retornam à FAU como pesquisadores, docentes ou parceiros institucionais.

Dos 27 laboratórios da FAU, 14 aceitaram o convite e participaram do encontro. Espera-se que a consolidação de um evento que se realize periodicamente contribua para ampliar a aderência de público e de colegas pesquisadores nos próximos eventos. Ainda assim, avaliamos que o encontro confirmou a capacidade da Faculdade de produzir conhecimento de alta complexidade em escalas que vão do objeto e da edificação ao território, à paisagem, às políticas públicas e à memória coletiva. As apresentações demonstraram uma comunidade de pesquisa com forte inserção social, produção bibliográfica e técnica relevante, formação de pessoas, cooperação interinstitucional e potencial de inovação. O principal desafio identificado não foi a ausência de produção, mas sua sistematização, comunicação, articulação horizontal e tradução em estratégias institucionais compartilhadas.

O encontro estabeleceu, assim, uma base qualificada para ampliar sinergias, consolidar mecanismos de acompanhamento e tornar a infraestrutura e os resultados mais acessíveis à própria FAU, à UnB e à sociedade. A continuidade dessa agenda poderá fortalecer tanto os processos de avaliação quanto a presença pública, nacional e internacional da pesquisa desenvolvida pela Faculdade.

Parte 2. Mostra de Projetos PIBIC (24/09/2026 a 2/10/2026)

Como continuidade da programação do FAU Escuta a FAU, no período de 24 de setembro a 2 de outubro de 2026 foi realizada, no Ateliê da FAU, a Mostra de Projetos de Iniciação Científica (PIBIC).

Evento: FAU Escuta a FAU - Mostra de Projetos PIBIC

Realização: Coordenação de Pesquisa e Inovação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília

Data e horário: 24 de setembro a 02 de outubro de 2026

Local: Painéis expositivos no corredor principal da FAU UnB

Contexto: Atividade realizada no âmbito da Semana Universitária da UnB de 2026

A mostra reuniu 46 trabalhos desenvolvidos pelos estudantes de Iniciação Científica da Faculdade, proporcionando visibilidade às pesquisas e aos resultados produzidos no âmbito dos projetos PIBIC. Isso significa cerca de 70% de aderência de estudantes que já haviam apresentado seus trabalhos no 32º Congresso PROIC ocorrido na mesma semana. A exposição permitiu que estudantes, docentes e demais integrantes da comunidade acadêmica conhecessem a diversidade temática e metodológica da produção científica desenvolvida na FAU, fortalecendo a integração entre graduação, pesquisa, grupos e laboratórios.

Inauguração da Mostra PIBIC 2026
Figura 6. Inauguração da Mostra PIBIC 2026.
Resumo quantitativo de projetos de iniciação científica
Figura 7. Apresentações: resumo quantitativo de projetos de iniciação científica.

Estiveram envolvidos na iniciação científica na FAU 69 estudantes, orientados por 25 professores. Destaca-se também que 3 estudantes trabalharam com 4 docentes de outras unidades (MUS, IGD, FAC e FT). A média de orientações é de 2,6 discentes/docente, com um máximo de 5 alunos para um docente (André Gonçalves e Elane Peixoto). Apenas 23 bolsistas foram remunerados, sendo a maioria de caráter voluntário. O departamento de Projeto, Expressão e Representação (PRO) teve o maior número de pesquisas (36), seguido pelo THAU (19) e finalmente pelo TEC (10).

Durante a semana da Mostra PIBIC, a Coordenação de Pesquisa e Inovação sugeriu aos docentes que flexibilizassem o horário do intervalo para permitir o intercâmbio científico entre discentes e docentes.

Montagem e organização da Mostra PIBIC Equipe de organização da Mostra PIBIC Detalhe dos painéis da Mostra PIBIC
Figura 8. Montagem e organização da Mostra PIBIC 2026.

A organização do evento FAU Escuta a FAU contou com a estreita colaboração e o apoio da Direção e da Coordenação de Extensão da FAU, bem como de uma entusiasmada equipe formada por docentes, técnicos administrativos, graduandos e pós-graduandos da FAU. Dessa forma, a programação do FAU Escuta a FAU articulou dois movimentos complementares: a escuta e o diálogo institucional sobre a pesquisa desenvolvida pelos grupos e laboratórios, e a divulgação e valorização da produção de Iniciação Científica.

Registro Fotográfico

Os registros a seguir documentam momentos das apresentações, da participação do público e dos diálogos realizados durante o evento.

Apresentação durante a programação do encontro
Apresentação durante a programação do encontro
Exposição de resultados de pesquisa
Exposição de resultados de pesquisa
Participação do público no debate
Participação do público no debate
Apresentação de pesquisa no Auditório Jayme Golubov
Apresentação de pesquisa no Auditório Jayme Golubov
Apresentação temática durante a manhã
Apresentação temática durante a manhã
Diálogo entre pesquisadoras e participantes
Diálogo entre pesquisadoras e participantes
Registro da programação e dos debates
Registro da programação e dos debates
Apresentação de grupo de pesquisa
Apresentação de grupo de pesquisa

Coordenação de Pesquisa e Inovação – FAU/UnB

Foto de Joára Cronemberger Ribeiro Silva

Joára Cronemberger Ribeiro Silva

Coordenadora de Pesquisa e Inovação

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo • UnB
Foto de Valmor Cerqueira Pazos

Valmor Cerqueira Pazos

Coordenador-Adjunto de Pesquisa e Inovação

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo • UnB
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